quarta-feira, 8 de junho de 2011

Minha saída da Gerência de Cultura

Entendo que devo dar uma resposta ao que foi publicado no Diário Oficial do dia 7 de junho de 2011. A razão pela qual fui exonerado do cargo de Gerente de Cultura e Educação da Administração Regional de minha cidade, o Cruzeiro.

Foram apenas quatro meses e meio. O convite me chegou por e-mail enquanto eu viajava pelas montanhas do Vale Sagrado no Peru. Euforia total! Era uma realização. Eu que nasci e cresci no Cruzeiro e a tanto vinha me dedicando à cultura local, pesquisando, me envolvendo com os grupos da cidade e participando de um modo ou de outro, idealizava a função de gerente de cultura do Cruzeiro como a mais honrosa e prazerosa das tarefas. Não um cargo, mas uma missão.

Comecei a trabalhar já durante as férias, no dia 14 de janeiro, conhecendo a rotina interna do Centro Cultural Rubem Valentim. Minha nomeação foi publicada no dia 4 de fevereiro e no dia 9 tomei posse.

Muitos projetos, muitas idéias, um desejo enorme de trabalhar. Uma ótima equipe, tendo o professor Fábio, meu amigo e parceiro na cultura local, como meu assessor direto. Um bom relacionamento com todos os colegas da Administração, independente do partido ao qual fossem filiados.

O sonho, porém, foi se mostrando diferente da realidade. A Conferência de Cultura foi o divisor de águas. Todas as reuniões preparatórias foram positivas, com idéias sendo apresentadas e construindo-se um diálogo com a comunidade. No dia 9 de abril a pré-conferência de cultura do Cruzeiro tinha tudo para ser um marco. E foi...

Não vou aqui retomar o intenso debate travado via e-mail’s à época. As pessoas para quem encaminho estas palavras fazem parte da mesma lista de contatos e puderam acompanhar o que ocorreu. Quem desconhece poderá saber em outra ocasião. Ali começou meu desencantamento com a presente gestão e surgiu o desejo de entregar o cargo. Abrir mão de um antigo sonho, porém, era duro. Considerei ser possível permanecer. Hoje vejo que o mais coerente era ter saído naquele momento.

Situações pontuais se sucederam e foram criando em mim um sentimento desagradável de não me ver como parte do processo, não devido aos colegas da Administração, mas por não concordar com métodos e atitudes. Não dava para defender posições ou ações com as quais não concordo e ainda são contestadas por setores da comunidade. Muitas das críticas feitas corresponderam ao que eu penso.

Eu poderia até conviver com as divergências, comuns à democracia. Não fui perseguido ou coagido. Senti, entretanto, que faltava o clima favorável para realizar o trabalho da maneira que julgo coerente. Vinha acumulando uma insatisfação crescente com vários motivos, dentre os quais posso citar:

1- A já referida pré-conferência de cultura do Cruzeiro e os ônibus com pessoas alheias à realidade local escolhendo um Conselho Regional de Cultura composto para estar alinhado com a presente gestão.

2- O projeto “Quadradão ao cair da tarde” feito para ser uma marca da atual gestão e que foi sendo conduzido de uma forma que mais atendia um desejo pessoal do que o da comunidade. Um desdobramento disto foi a não realização do I Circuito Instrumental no espaço específico da SHCES Q.1205/1303.

3- A não-nomeação de colegas que aguardam trabalhando desde o início do ano, enquanto outros que chegaram a pouco foram assumindo seus cargos. Entendo que este fato específico ocorra em função da reestruturação de cargos conduzida pelo governo, mas ver colegas trabalhando de graça e não poder fazer nada incomodou bastante.

4- A transferência do prof.Fábio para o Protocolo, mesmo a título provisório por um período que deveria ser de dois meses, sem uma consulta prévia, afinal fiquei desfalcado de meu principal apoio na Gerência de Cultura.

5- O tratamento dado a alguns companheiros, os quais não devo citar para preservá-los, mas que causou indignação pela falta de cuidado ao se colocar certas palavras. Franqueza é importante, mas respeito ao próximo mais ainda. Tais atitudes são desagregadoras.

6- O clima desarmônico entre setores do Partido dos Trabalhadores no Cruzeiro e a atual gestão. Por mais múltiplo e composto por tendências que seja o PT, tem sido difícil construir um diálogo entre os diferentes lados. Como recém-filiado, não faço parte de nenhuma tendência, e tenho bom relacionamento com vários companheiros, sem necessariamente estar vinculado a esta ou aquela corrente. Sempre trabalhei pelo PT como uma força una. Hoje vejo que as diferenças internas são mais profundas do que eu percebia de fora.

Tal sucessão de fatos e a necessidade de um posicionamento me levaram a colocar meu cargo à disposição na quinta-feira, dia 2 de junho. Não foi uma decisão fácil. Ser o Gerente de Cultura do Cruzeiro sempre foi um desejo muito forte. Na verdade faltou a devida certeza, mas pensava em tal idéia há dois meses. Foi de certo modo um rompante, mas que me tirou um peso dos ombros. Era preciso expor o que sentia. Citando o Capitão Nascimento: “Ou você se corrompe, ou se omite, ou vai para guerra.” Sinto que me omiti por tempo demais e Deus me livre de me corromper.

A falta de certeza ainda levou a uma nova conversa com meus dois superiores hierárquicos, logo no dia seguinte. Tocante até, entendi naquele momento que era possível aparar arestas e prosseguir no cargo. Era necessário nos entendermos e aprofundarmos alguns pontos. O fim de semana passou e tais pontos não foram aprofundados.

Na segunda-feira entendi que, ao menos por hora, a situação pudesse ser revista, devido às palavras do administrador ao passar por mim no gabinete. Veio a terça-feira, dia 7 de junho, e a exoneração estava publicada.

Entrei em uma bola dividida sem firmeza no pé. Eu não queria sair, mas não poderia ficar do jeito que estava. Um sentimento misto de desilusão e alívio tomou conta de mim. Ficou claro que permanecer não resolveria minha angústia.

Continuo Diretor de Cultura da ARUC, filiado ao diretório zonal do Partido dos Trabalhadores no Cruzeiro e diretor de cultura da Prefeitura Comunitária em Defesa do Cruzeiro Novo. Baseado neste tripé continuarei minha militância pela memória e cultura local.

Agradeço a todos com quem convivi nestes breves 143 dias, especialmente aos artistas do Cruzeiro e a equipe do Centro Cultural Rubem Valentim. Lá sempre foi um espaço referencial em minha história de vida. Agora, mais ainda. Serenamente dou um passo nesta caminhada e saio da Gerência de Cultura para voltar a trabalhar com História.

Rafael Fernandes de Souza

terça-feira, 31 de maio de 2011

Mostra de Arte e Cultura - Cutucart 5 anos

Em comemoração aos seus cinco anos, o Grupo de Teatro Cutucart promoveu uma Mostra de Arte e Cultura, convidando vários artistas do Cruzeiro para se apresentarem nas noites dos dias 25, 26 e 27 de maio no Centro Cultural Rubem Valentim. Na noite de encerramento um bolo para comemorar o aniversário do grupo.




O evento contou com o apoio da Administração Regional do Cruzeiro, do Supermercado Veneza, da lanchonete Cantinho dos Namorados da Feira Permanente do Cruzeiro.





Confira as fotos clicando abaixo:







Mostra de Arte e Cultura Cutucart

Quadradão ao cair da tarde

O projeto prossegue com apresentações musicais aos sábados, das 16h às 18h, nas Três Quadras (SHCES Q.1205/1303).


No dia 14 de maio foi a vez da Banda SS Dance, e no dia 21 de maio a Banda Matuskela.



Próximas apresentações:
28/05- Tyty Moreno e Mustang Blues Band
4/06 - Kábula
11/06 - Carol Senna

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Homenagem ao Grupo Pellinsky



A Administração Regional do Cruzeiro promoveu uma justa homenagem ao Grupo Pellinsky de Dança na tarde do dia 07 de maio, quando fez a entrega de certificados a vários integrantes do grupo e de uma placa ao criador do grupo, o coreógrafo Andreoni Cabral. Na sequência foi servido um lanche aos presentes, muitos dançarinos, professores e ex-integrantes do Pellinsky, que completa 25 anos de atividades no dia 05 de outubro.

Quadradão ao cair da tarde

A temporada 2011 do projeto "Quadradão ao cair da tarde" começou no dia 30 de abril e segue aos sábados no Complexo Esportivo das Três Quadras (SHCES Q.1205/1303). O projeto surgiu em 2010 na primeira gestão do Administrador Regional Salin Siddartha e volta como um dos eventos culturais prioritários desta nova gestão.


No dia 30 de abril tivemos a apresentação da banda Detrito Federal.

No dia 07 de maio houve a apresentação de Luciano Ibiapina e banda.

A agenda prossegue com mais dois shows confirmados, sempre nas Três Quadras, das 16h às 18h:


14/05- SS Dance

21/05 - Banda Matuskela

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cine Clube Kalunga

Começa em maio o Cine Clube Kalunga, no tradicional Bar Kalunga na SHCES Q. 913. Mês da Luta Operária. Por isso, inicia-se a programação com 5 filmes sobre a movimento dos trabalhadores no Brasil e no mundo ao longo da história.

A primeira sessão ocorre dia 02/05
Filme: DIAS DE GREVE
Direção: Adirley Queirós
Ficção, cor, 35mm, 24min, DF, 2009

Uma greve de serralheiros é deflagrada em uma cidade de periferia da Capital Federal. Neste período, muito mais do que um possível despertar para uma consciência de classe, os grevistas redescobrem uma cidade e um tempo que não mais lhe pertencem.

Programação do Mês de Maio - A LUTA OPERÁRIA ( 2ª feira / 20h )
02/05 - DIAS DE GREVE (2009) Direção: Adirley Queirós
09/05 - TEMPOS MODERNOS (1935) Direção: Charles Chaplin
16/05 - O HOMEM QUE VIROU SUCO (1980) Dir.: João Batista de Andrade
23/05 - A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO (1971) Direção: Elio Petri
30/05 - ELES NÃO USAM BLACK TIE (1981) Direção: Leon Hirszman

O Cineclubismo é a prática de seleção, divulgação, exibição e discussão de filmes que não se encontram nas salas de cinema comerciais.
O Cineclube é o espaço onde o cineclubismo acontece e tem três regras:

- O cineclube não tem fins lucrativos.
- O cineclube tem uma estrutura democrática.
- O cineclube tem um compromisso cultural ou ético.

Fazer parte de um cineclube aumenta sua cultura e transforma sua vida.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Delegados e Conselheiros

Neste final de semana será realizada a Plenária Geral da III Conferência de Cultura do Distrito Federal. Divulgamos aqui a relação dos delegados e conselheiros eleitos na pré-conferência ocorrida em 9 de abril e que representarão o Cruzeiro defendendo as propostas de nossa comunidade.

Delegados Titulares:
ADERVAL MARTINS DE FREITAS
ALDO MANOEL SARAIVA SEIXAS
ÂNGELA LUZIA TEIXEIRA DE BRITO
ARTUR GABRIEL FERREIRA NUNES
BRIENY STEFANY ALVES BEZERRA
CLODOALDO SOUSA LIMA
EDUARDO WERNECK DE CAMPOS SAMPOS
ELMO FERNANDES
ÉRIKA LÚCIA RODRIGUES
FRANCISCO DAS CHAGAS MOTA
GABBY SOARES TEIXEIRA
GABRIEL BERNARDES FONSECA
GETULIO SOUSA CRUZ
GILDO SARAIVA SEIXAS
HEITOR DIAS PERPETUOR
INÁCIO EVANGELISTA SANTANA
JANE MARIA FERREIRA NUNES
LINDA ABADIA ALVES GONÇALVES
MARIANA GAMA DA SILVA
NORLAN SOUZA DA SILVA
PRISCILLA PASSOS LACERDA
SANDERSON FREITAS
WILLIAM DE SOUZA SAMPAIO
WILSON DA COSTA NOGUEIRA

Delegados Suplentes:
MARCOS ANTÔNIO BESSONI DE ALMEIDA
REGINA MARIA ALVES DOS SANTOS

Conselheiros Titulares:
ABRAÃO CAVALCANTE LIMA
FRANCISCO CABOCLO DA SILVA
LUIZ BELOTE NETTO
MARIA DO CARMO FILHO SANTOS

Conselheiro Suplentes:
EDMILSON SANTANA DA BOA MORTE
ROSE MARY PEREIRA PASSOS LACERDA
ELIANE RIBEIRO ALEXANDRE
MANOEL HENRIQUE BEZERRA